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Após Netanyahu prometer 'ir até o fim', Israel inicia ampla operação terrestre no sul e norte de Gaza


Premiê israelense havia dito na semana passada que seu Exército entraria no território palestino 'com toda a força'. Investida ocorre em meio a negociações por cessar-fogo com grupo terrorista Hamas. Tanque israelense se movimenta em área próxima à fronteira do sul de Israel com a Faixa de Gaza se preparando para ofensiva terrestre em 18 de maio de 2025.

AP Photo/Ariel Schalit

O Exército de Israel anunciou neste domingo (18) que iniciou ampla operação terrestre no sul e no norte da Faixa de Gaza. A operação ocorre após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ter prometido na semana passada que seu Exército entraria no território palestino "com toda a força".

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O Exército israelense afirmou em comunicado que a operação terrestre começa após uma onda preliminar de ataques da Força Aérea contra alvos do grupo terrorista Hamas para diminuir as capacidades de resposta contra a investida. A pasta disse também que mais de 670 alvos terroristas do grupo foram atingidos em toda a Faixa de Gaza na última semana.

Os bombardeios de Israel em Gaza mataram mais de 500 pessoas desde o último domingo (11), entre eles mulheres e crianças, e forçaram o fechamento do maior hospital do norte do território, segundo o Ministério da Saúde palestino, controlado pelo Hamas.

Ainda segundo os israelenses, até o momento suas tropas eliminaram dezenas de terroristas do Hamas, desmantelaram infraestruturas do grupo tanto na superfície quanto subterrâneas, e que estão posicionadas em pontos estratégicos dentro de Gaza.

A investida israelense ocorre em meio a uma nova rodada de negociações por um cessar-fogo na guerra e troca de reféns. O conflito iniciou em 2023 após o ataque terrorista de 7 de outubro no território israelense, que deixou cerca de 1.200 mortos e 250 reféns.

A ofensiva terrestre iniciou no mesmo dia em que o papa Leão XIV fez apelos novos por paz no mundo e mencionou o conflito em Gaza durante sua missa inaugural do papado.

''Na alegria da fé e da comunhão, não podemos esquecer nossos irmãos e irmãs que sofrem com as guerras. Em Gaza, crianças, famílias, idosos sobreviventes estão passando fome", afirmou o pontífice, em referência à ausência de ajuda humanitária entrando no território.

Um tanque israelense patrulha a fronteira entre Israel e Gaza, antes de um acordo de cessar-fogo entrar em vigor, em 19 de janeiro de 2025

REUTERS/Amir Cohen

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