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Em meio à estiagem, Rio Branco enfrenta baixa umidade e piora na qualidade do ar


Rio Branco apresenta baixa umidade do ar, o que pode ser prejudicial aos seres humanos

Aline Nascimento/g1 AC

A qualidade do ar em Rio Branco piorou nos últimos dias e o nível de poluição é considerado moderado, de acordo com diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS). Considerando a plataforma internacional IQAir, a capital acreana apresentou, nesta sexta-feira (29), o nível AQI de 70.

A umidade do ar está em 22% e deve, ainda nesta sexta, chegar a 19%. De sexta até segunda (1º), essa umidade deve variar de 45 a 22%.

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Segundo a OMS, para que se sinta confortável, a umidade do ar deve estar entre 40% e 60%. Valores mais baixos podem provocar desidratação, cansaço e infecções respiratórias.

Com níveis tão baixos de umidade, é comum surgirem sintomas como nariz e garganta secos, podendo provocar fissuras nas mucosas e, consequentemente, sangramentos nasais, além de cansaço, dores no corpo e sinais de desidratação.

Ainda baseado nas recomendações da OMS sobre a exposição ao ar poluído, o Índice de Qualidade do Ar (AQI, na sigla em inglês) é uma escala internacional elaborada para auxiliar o monitoramento da poluição do ar em diversos países por órgãos e autoridades. O AQI tem seis níveis, que vão de “bom” a “perigoso”.

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A plataforma prevê que desta sexta até a próxima segunda (1º) o nível de poluição continua como moderado. Sábado (30) está previsto que o nível AQI seja de 96. No domingo (31) o nível AQI deve ser de 85 e na segunda deve ser de 82. (Entenda mais abaixo)

Outro ponto que contribui para a poluição são as queimadas, tanto urbana quando rurais. Segundo monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) foram observados 342 focos de incêndio em todo o estado, do dia 1º até esta sexta (29).

Na capital foram registrados 44 locais com queimadas e a cidade com o maior número de focos foi Feijó, com 88.

Em comparação com 2024, os focos de incêndio tiveram uma grande diminuição. No dia 26 de agosto do ano passado, somente no mês de agosto foram registrados 1.347 focos. Naquele ano, o mês de agosto foi o pior índice do ano.

Entre 1º de janeiro e 29 de agosto deste ano, ainda segundo o monitoramento do Inpe, o Acre teve 577 focos de incêndio. Em 2024 foram 2.507 no mesmo período.

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Índice AQI

Legenda com as cores associadas a cada nível de poluição do ar na escala AQI

Reprodução/World Air Quality Index

O AQI utiliza três medidas para classificar as concentrações:

Partes por milhão (ppm) por volume

Partes por bilhão (ppb) por volume

Micrograma por metro cúbico (µg/m3) de ar

Essas unidades de medida são utilizadas para expressar a concentração de soluções muito diluídas. Por meio da detecção delas, o AQI expressa os níveis de poluição, que começam em zero e podem ultrapassar 300.

0 a 50 – bom

Qualidade do ar satisfatória, com pouco ou nenhum risco à saúde.

51 a 100 – moderado

Qualidade do ar aceitável, no entanto, para alguns poluentes, pode haver um problema moderado de saúde para um número muito pequeno de pessoas sensíveis à poluição atmosférica.

101 a 150 – não saudável para grupos sensíveis

Membros de grupos sensíveis podem sofrer efeitos na saúde. Entretanto, o público em geral não é afetado.

151 a 200 – pouco saudável

Todos podem começar a sentir efeitos na saúde. Membros de grupos sensíveis podem sofrer efeitos mais graves.

201 a 300 – muito prejudicial

Toda a população tem maior probabilidade de ser afetada.

A partir de 300 – perigoso

Todos podem sofrer efeitos mais graves para a saúde.

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