Justiça devolve à Polícia inquérito sobre desvios na APAE de Bauru por falta de clareza
A Justiça devolveu à Polícia Civil o inquérito com o conteúdo da investigação de desvios de verba na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Bauru (SP) por falta de clareza nas informações. O inquérito continua em andamento e as apurações prosseguem.
O Ministério Público (MP) denunciou parte dos suspeitos porque entendeu que as provas produzidas até agora indicam envolvimento suficiente para levar o caso ao Judiciário. Porém, a apuração segue para verificar a conduta dos demais investigados.
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A justiça apontou falta de clareza nos dados apresentados. A polícia informou não saber exatamente o motivo, mas trabalha com a hipótese de que o problema pode ter sido o formato eletrônico pelo qual foi anexada a medida cautelar de buscas e apreensões, que teria gerado confusão no processo.
A Polícia Civil informou que vai continuar as investigações, tanto para esclarecer as informações questionadas pela Justiça quanto para apurar a participação dos investigados que ainda não foram denunciados.
Presos suspeitos de desvios milionários na Apae de Bauru
TV TEM/Reprodução
Desvios milionários na Apae
Roberto Francheschetti, ex-presidente da Apae, é um dos investigados no esquema de desvio de verbas que pode ter motivado o assassinato de Cláudia, ex-secretária da entidade. As apurações do Secoold e do Gaeco apontam que parentes dela foram beneficiados com salários sem trabalhar e contratos por serviços não prestados.
Os desvios ocorriam por meio de contratos superfaturados, transferências bancárias irregulares e adiantamentos frequentes. A Justiça bloqueou bens de 18 pessoas físicas e jurídicas, e nove suspeitos foram presos. O Ministério Público cobra o ressarcimento de R$ 10 milhões.
Audiências de instrução
Cláudia Lobo Apae de Bauru Roberto Francheschetti Filho Dilomar Batista
Andressa Lara/TV TEM
As audiências para ouvir os 13 réus envolvidos nos desvios na Apae estão agendadas para os dias 17 e 24 de outubro, às 9h, no Fórum de Bauru, de forma presencial. O empresário e ex-presidente da Apae, Roberto Francheschetti, preso em Guarulhos (SP) e acusado do assassinato de Cláudia, deve comparecer.
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